terça-feira, 20 de julho de 2010

músicas que consigamos acompanhar

quero uma música que eu consiga acompanhar!
quero alguém que esteja na mesma dança que eu e que a dançe comigo!
quero alguém que saiba a dança que quer dançar, e que me convide para dançar!
quero alguém que seja fiel a si mesmo e a mim!
quero alguém que me faça rir e chorar com um propósito!
quero alguém a quem possa dizer não quero que dançes com mais ninguém.

não quero dançar com alguém só porque ainda não encontramos ninguém melhor para dançar.
não quero ter ciúmes
não quero pensar em planos que depois não se concretizem
não quero ficar presa a coisas espetaculares
não quero ficar espera
não te quero no meu mundo
não quero ter medo de estar no meu mundo e de me magoar
não quero que passes ao pé da minha casa a minha procura e não me digas nada
não quero que penses em mim
não quero que digas que sou espetacular
não quero que digas que tenho a melhor pele
não quero que me digas, "quando fazemos amor sou tão teu como nunca fui com mais ninguém"
não quero que digas que estou linda
não quero que olhes para mim com olhos brilhantes
não quero que me convides para ir-mos de férias
não quero que façamos planos para experiencias diferentes
não quero que me digas que gostas imenso de mim e que me adoras
não quero que te enganes a chamar.me e chamas.me amor
não quero que me chames querida
não quero que me digas que sou uma pessoa especial na tua vida
não quero...

queria que desaparecesses da minha cabeça e que ao longo desse processo não tivesse de chorar por ti...

sábado, 10 de julho de 2010

na realidade eles andam ai...nós é que não os vemos!!!

"Morre lentamente quem nao viaja,
quem nao le, quem nao ouve musica,
quem destroi o seu amor proprio,
quem nao se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do habito,
repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
quem nao muda as marcas no supermercado,
nao arrisca vestir uma cor nova,
nao conversa com quem nao conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixao,
quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is"
a um turbilhao de emocoes indomaveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e solucos, coracao aos tropecos, sentimentos.

Morre lentamente quem nao vira a mesa quando esta infeliz no
trabalho,
quem nao arrisca o certo pelo incerto atras de um sonho,
quem nao se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da ma sorte ou da
Chuva incessante, desistindo de um projecto antes de inicia-lo,
nao perguntando sobre um assunto que desconhece
e nao respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo
exige um esforco muito maior do que o simples acto de respirar.
Estejamos vivos, entao!"

Pablo Neruda

quinta-feira, 1 de julho de 2010

L'amitié ..

Les années passent. Des amitiés se construisent. Grandissent. S'amplifient. Des sentiments finissent par voir le jour. On se les dit, on se les partage. [ On se dit 'meilleur(e)s ami(e)s' au bout d'un an ] Ou parfois, il nous faut un peu plus de temps. Ou parfois un peu moins. Tout dépend. On trouve en ces amitiés uniques, de la confiance, de l'écoute. Les confidences circulent à tout va. Les secrets de nos vies sont mis sous clé. Tout reste entre nous, tout reste placé en nous à double tour. On fait tout pour se voir le plus possible quitte à annuler tout à côté... On essaye de se voir seuls, rien que tou(te)s les deux pour se raconter nos dernières péripéties. Nos doutes comme nos certitudes. Nos peines comme nos joies. On en attend beaucoup de leurs conseils, de leurs soutiens. Dans ces moments-là, on ne voit que par Eux*. On en devient parfois même jaloux des nouvelles rencontres qui frôlent nos uniques meilleur(e)s ami(e)s. On a peur d'être remplacé, peur de ne pas leur apporter assez. Peur de leurs rapprochements avec ces autres. Peur de l'éloignement, de moins les voir. On leur fait part des peurs qui nous encerclent. Et parfois, Eux* qu'on croyait compréhensifs ne nous comprennent pas sur ce point... A force, on oublie, on passe à autre chose. Sans ne jamais vraiment rien oublier. On finit par se rendre compte avec les années que leurs liens se sont tissés, qu'ils sont plus proches entre eux... Que nous, on ne l'est. C'est dans ces circonstances là qu'on se sent à part, comme si quelque chose s'était brisée. On se voit beaucoup moins qu'avant, ils se voient plus entre eux. Ils vivent des instants complices, des moments qu'on n'a jamais vécu tous les deux. Des soirées arrosées, uniques. Des excursions en mer. Des voyages. Des duos dans les petits boulots. On se sent mal. On ne se voit plus seuls mais toujours accompagnés de ces autres. Les confidences se font rares, on osait se parler simplement quand on était seuls. On n'ose dévoiler nos problèmes face à d'autres. Comme l'impression de les avoir perdu, de les avoir laissé s'échapper de nos mains sans ne vraiment savoir pourquoi. On voudrait tous être l'unique meilleur(e) ami(e) d'une personne dans sa vie. Etre toujours là chacun l'un pour l'autre, se voir autant de fois que l'on veut rien qu'à deux, se confier, s'appeler quand on veut. Les meilleurs amis sont les plus belles amitiés, les amitiés rares, les amitiés qui se comptent sur un, deux ou trois doigts de la main. Pas sur tous les doigts ...